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segunda-feira, 16 de abril de 2012

Entrevista com Paula Cristina

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Chamo-me Paula Brasil, nasci a 2 de Setembro de 1977 na Covilhã, mas fui criada na ilha de S. Jorge – Açores. Cresci maria-rapaz, um pouco rebelde e introspectiva e isso fez-me desde criança expressar-me através das artes, primeiro e sempre através da escrita, depois o teatro e mais recentemente pela fotografia.










Como surgiu a paixão pela fotografia?

Há poucos dias reencontrei um auto-retrato meu tirado creio que em 1990 tinha eu 14 anos com a pequena Kodak dos meus pais, a máquina da família, e fiquei admirada com a “qualidade da foto”. Quero com isto dizer que se calhar desde muito cedo tenho este “bichinho” cá dentro, mas só há uns anos atrás passou a fazer parte do meu dia-a-dia.

Faz da fotografia uma profissão ou um hobby?


Acho que no dia em que a fotografia passasse a ser uma profissão deixaria de ser tão atrativa para mim, tudo o que é por obrigação deixa de me seduzir. Gosto de fotografar quando me apetece, o que me apetece… só assim faz sentido, até porque tenho períodos de grande inspiração em que produzo imenso mas por outro lado também tenho fases em que nem me sinto capaz de pegar na máquina e aí todo o trabalho que fizesse não me iria satisfazer seria apenas “cumprir calendário”. A fotografia é uma forma de expressão, libertação e acima de tudo uma distração e por isso sem dúvida vai permanecer um hobby, apesar de levar a fotografia muito a sério.

Possui formação especifica ou é considera-se um autodidata?

Como em quase tudo o que faço também na fotografia sou uma autodidata, mas a humildade leva-me a reconhecer que aprendo muito com amigos que partilham a mesma paixão, apreciando os seus trabalhos e sobretudo quando explicam como os executaram. Acima de tudo é experimentar, errar, tentar de novo e usar a constante insatisfação que sinto para me superar a mim mesma e esforçando-me para fazer sempre melhor.

Que equipamentos e softwares usa?


Tenho uma Canon 500D e uma única lente 18-55mm que vinha com a máquina, vai fazer em Julho 1 ano. Até aí usava uma Samsung compacta e o sonho de ter uma reflex parecia muito longe de se realizar, mas graças a um convite inesperado para fazer um trabalho remunerado, vi-me “obrigada” a antecipar e concretizar esse sonho. Quanto a software uso o paint.net e o picasa, este último porque acima de tudo é uma excelente forma de ter as fotos organizadas.

Qual é o seu equipamento de sonho/eleição?


Percebo muito, muito pouco de equipamentos e confesso que ainda não me esforcei por perceber mais. Por vezes sinto necessidade de ter outra lente, mas como a disponibilidade económica é muito pouca não penso muito nisso.

Analógico ou Digital?


Digital, é um mundo de possibilidades.

Qual a sua preferência quanto aos estilos de fotografia? 


Faço de tudo um pouco, gosto de fotografar a natureza mas através de pormenores, não me dizem muito as fotos tipo “postal” a não ser que apresentem uma perspectiva inovadora. Gosto de close-up, de retrato e dentro deste estilo faço muito auto-retrato, também gosto de street photography mas confesso que me acanho um pouco… em algumas ocasiões sinto-me um pouco invasiva da privacidade alheia. Adoro fotografias com água em que se capta o movimento e as gotas. Gosto de preto e branco, embora também goste muito de cor, mas o preto e branco tem uma alma e mistério que causam um grande impacto, tenho sempre como referência o álbum de casamento dos meus pais que é dos trabalhos mais belos  que já vi a P&B. Na fotografia valorizo também a criatividade, o original e o espontâneo, gosto de jogos de luz, de sombras, gosto do inesperado e divertido.

Quando fotografa tem um propósito em mente ou deixa-se levar pelas oportunidades que surgem?


Depende, normalmente tenho um propósito em mente, a não ser que vá passear e leve a máquina e aí fotografo de forma espontânea. Faço alguma fotografia mesmo em casa e preparo as coisas para conseguir o melhor resultado possível.

Que acontecimento recente mais o levou a desejar lá ter estado como fotografo e porquê?


As últimas manifestações que tivemos em Portugal aquando das greves gerais, mas por norma porque a minha filha anda sempre comigo reservo-a desses momentos, que podem tornar-se complicados e até violentos como aconteceu na última manifestação.

Dos trabalhos fotográficos realizados, qual foi para si o mais marcante e com qual mais se identifica?


É difícil escolher um, não será aquele com que mais me identifico, gosto mais de fazer outro tipo de trabalhos, mas o mais marcante até hoje penso que foi mesmo a cobertura que fiz dum casamento gay entre duas mulheres absolutamente deslumbrantes, não me lembro de ter alguma vez assistido a uma cerimónia tão emotiva e bela… o amor de facto não tem sexo, nem raça ou idade, o amor não impõe condições são as pessoas que o fazem.

Que projetos na área da fotografia tem para o futuro?


Não tenho nenhum projeto específico, quero continuar um que ficou em stand-by “Imagens à letra”, em que retrato expressões populares à letra e adorava um dia fazer fotojornalismo, reportagem de guerra ou pós guerra por exemplo.

Quais as perspectivas atuais e futuras, que tem, da fotografia em Portugal? 

Acho que hoje em dia, e sobretudo pela fácil divulgação que as redes sociais em particular oferecem e a internet no geral, qualquer pessoa se diz fotógrafo e é reconhecido como tal. Eu não temo a “concorrência” não é isso que me preocupa, pelo contrário acho que todos têm lugar e podem trazem algo de novo. Preocupa-me sim ver muita gente, sem qualquer experiência e às vezes sem escrúpulos, que tenta fazer da fotografia apenas um negócio sobretudo na área da moda,  e isso pode muito bem nos próximos tempos banalizar a fotografia e colocar todos no mesmo saco, o que seria péssimo para esta arte e aqueles que a reconhecem como tal. Espero estar errada…

Quais são os teus fotógrafos de referência?


Vou referir alguns fotógrafos que conheci através das redes sociais e que admiro bastante, alguns deles membros também do fotogenicos.net. Ana Luar nos retratos, António Kool e Nuno Nóbrega nas paisagens e macros, Manuel Madeira adoro a sua visão, cor e misticismo, Maria Isabel Clara em moda e retrato, Lília Reis uma refrescante fotógrafa muito original… adoro as suas fotos, e ainda José Neves um fotógrafo completo e muito profissional.

Qual a sua opinião acerca do nosso site e na sua óptica que melhorias poderiam ser feitas? 


Gosto imenso do site, conheci-o através (lá está) do Facebook e desde o primeiro dia percebi que seria um local de eleição para partilhar os trabalhos que vou fazendo. Gosto da dinâmica, da participação interessada dos membros, os desafios são muito estimulantes, as parcerias são uma excelente oportunidade para todos, gosto de toda a estrutura e apresentação do site.  É bastante profissional, mas acho que falo por todos quando digo que nos sentimos em casa. Acho que a cereja no topo do bolo seria mesmo a criação da revista “Fotogénicos”.
Aproveito para agradecer o facto de ser moderadora do grupo para mim é uma honra. Nestes últimos tempos infelizmente a minha disponibilidade tem sido menor, mas o meu empenho em participar e ajudar a dinamizar o site está sempre presente.

Deixe o link do seu site ou blog.


https://sites.google.com/site/paulacristinaimagensaletra/home

domingo, 8 de abril de 2012

Entrevista com Ana Batista

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Ana Maria Simões Batista Constantino, nascida a 15 de Abril de 1957, nas Freguesia de Riachos do concelho de Torres Novas.
Comecei a trabalhar muito cedo na Empresa Claras Transportes, que na altura das nacionalizações em Portugal deu origem à Rodoviária Nacional, sendo mais tarde desmembrada em várias empresas, uma delas, hoje a actual Rodoviária do Tejo.
Comecei por exercer funções de Técnica de Informática. Ao longo da carreira profissional passei pelo sector dos Recursos Humanos onde fui a responsável pela Admissão e Formação Profissional dos trabalhadores da Empresa e da Formação em Alternância com o IEFP. Mais tarde fui Técnica de Sinistros, onde fazia toda a gestão dos processos dos acidentes da empresa, bem como da sua participação às seguradoras. Posteriormente abracei o sector do Serviço Internacional da Empresa. (Gestão de reservas em colaboração com as Agencias de Viagens).
Sou mãe a avó … Adoro a minha família acima de tudo. Gosto de dar sem exigir nada em troca. Adoro viajar e fotografar.



 Como surgiu a paixão pela fotografia?

A paixão pela fotografia começou ainda era eu muito jovem. Ainda guardo fotografias tiradas por mim na altura em que eu andava no ciclo preparatório em viagens de estudo e actividades de educação física. Fui uma “mãe fotógrafa/chata”. Hoje sinto muito orgulho, pois passei esta paixão para os meus filhos e até já a minha neta tem o bichinho da fotografia.

Faz da fotografia uma profissão ou um hobby?

Sou 100% fotógrafa amadora, tudo o que faça é por pura paixão.

Possui formação especifica ou é considera-se um auto-didacta?

Não possuo qualquer formação específica em fotografia. Tudo o que faço hoje é fruto de alguma aprendizagem e experiência adquirida ao longo dos anos. Enquadramento e olhares, confesso que tem muito a ver com o meu gosto pessoal. Edições, p&b, luz/sombras tem muito a ver com toda evolução tecnológica que existe hoje e me tem ajudado a evoluir.
Reconheço ter adquirido muitos factores de melhoramento nos últimos dois anos, devido aos comentários e críticas de alguns fotógrafos “sinceros” que tenho encontrado nos sites de fotografia online.

Que equipamentos e softwares usa?

Tenho uma FUJIFILM FinePix S1000fd - 10.0 Mega Pixels, 12X Optical Zoom.
Tenho um pequeno tripé Braun germany 2002
Por vezes uso os softwares da própria câmara, o Picture Manager, já usei Paint.Net, mas uso principalmente o PhotoScap.

Qual é o seu equipamento de sonho/eleição?

Tenho conhecimento de câmaras de alta qualidade e tecnologia, tais como a Canon e Sony. Qualquer uma seria o meu sonho, pois sei que estou bastante limitada em relação ao equipamento que possuo.

Analógico ou Digital?

Digital.

Qual a sua preferência quanto aos estilos de fotografia?

Gosto de todos os tipos de fotografia, mas reconheço que me entusiasmo muito mais com silhuetas/contraluz, seguidos dos grafismos/abstractos e perspectivas/profundidade.

Quando fotografa tem um propósito em mente ou deixa-se levar pelas oportunidades que surgem?

Normalmente nunca tenho um propósito em mente, salvo raras excepções, quando estou inspirada e me dedico ao Still Life. A maior parte do meu trabalho surge pelas oportunidades (espontâneos) e isso porque a câmara é para mim quase como que “um acessório pessoal”.

Que acontecimento recente mais o levou a desejar lá ter estado como fotografo e porquê?

Um acontecimento recente e marcante onde eu gostaria de ter estado como fotógrafo? Estou a lembrar-me da manifestação de 12 de Março de 2011, da “Geração à Rasca”, pois esse acto de coragem dos portugueses transporta-me para a Revolução do 25 de Abril de 1974 e a revivê-la no presente.

Dos trabalhos fotográficos realizados, qual foi para si o mais marcante e com qual mais se identifica?

Um trabalho fotográfico que mais me marcou foi o de numa manhã, num dos meus trajectos, me ter deparado com uma habitação completamente destruída por um incêndio. Considero-o um tipo de trabalho “Fotojornalismo” com o qual me identifico um pouco, apesar de não ser a minha prática usual.

Que projectos na área da fotografia tem para o futuro?

Não pensei muito em projectos para o futuro na área da fotografia, a não ser continuar a evoluir nas minhas capacidades, adquirindo para o efeito mais tempo disponível.

Quais as perspectivas actuais e futuras, que tem, da fotografia em Portugal?

Em termos de qualidade, é um facto concreto e real de que a era digital e a evolução tecnológica, bem como as redes sociais nos alargou horizontes, já existentes e com boas perspectivas para o futuro, assim haja competitividade.

Quais são os teus fotógrafos de referência?

É sempre bom aprender com alguém com alguma experiência e existem alguns com quem aprendi muita coisa.
Em termos de referência admiro aqueles fotógrafos que andam no terreno, sujeitos aos mais variadíssimos acidentes pessoais como o português João Silva que perdeu as duas pernas numa reportagem de guerra.

Qual a sua opinião acerca do nosso site e na sua óptica que melhorias poderiam ser feitas?

Gosto muito do site, da forma como nos incentiva para os vários temas em desafios semanais e concursos às revistas. Gosto das opções de elegerem um fotógrafo semanal, a melhor foto semanal e da importância que demonstram dar aos utilizadores.
A oportunidade de uma entrevista é um exemplo disso. Enfim o site tem um aspecto visual muito apelativo.
O único senão que encontro tem a ver com os utilizadores que se limitam a publicar as suas fotos e não comentam as fotos dos outros utilizadores, nem tão pouco retribuem um comentário quando lhes é feito algum, o que torna o site um pouco parado em termos de competitividade uns com os outros. Os desafios semanais salvam essa situação.

Deixe o link do seu site ou blog.
A minha Galeria

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Entrevista com Ana Paula Nunes (Anita Nunes)

Clique para visitar a galeria da Anita Nunes no fotogencios.net

Ana Paula Nunes ( Anita Nunes) Nascida em 15/08/1965 em Lisboa


Sou uma amante da Natureza e como tal adoro caminhar pelos campos, jardins de preferencia cobertos de flores, a água também me fascina logo, estar perto de lagoas, rios e á beira mar são momentos que me atraem muito.
Desde cedo ligada ás artes, como pintura desenho e fotografia, terminei o curso de Artes e Tecnicas Gráficas no liceu , no entanto a fotografia acaba por estar mais presente e ser esta área a que mais me dedico.




Como surgiu a paixão pela fotografia?  

Desde sempre existiu no entanto só comecei a fotografar há uns anos atrás quando comprei a minha primeira máquina fotográfica Analógica uma Reflex Mamiya e tive oportunidade de percorrer o país para experimentar o meu novo "brinquedo".

Faz da fotografia uma profissão ou um hobby?

Quem dera fosse profissão!! Mas não, apenas hobby.

Possui formação especifica ou é considera-se um auto-didacta? 

Nenhuma formação, apenas a vivencia e tentativas de aprender com o que vejo de trabalhos partilhados. 

Que equipamentos e softwares usa?

Nikon D90--Lente/ 18-105
Software--Photoscape

Qual é o seu equipamento de sonho/eleição? 

Para já tentar adquirir mais conhecimentos do meu recente equipamento e depois logo se verá só o tempo o dirá.

Analógico ou Digital?
Digital

Qual a sua preferência quanto aos estilos de fotografia? 

Paisagem e Natureza no geral, sendo uma apaixonada pela água ela está quase sempre presente nos meus registos, mas também gosto de retrato sendo a minha filhota o meu principal modelo, mas tento fazer um pouco de tudo dependendo do momento. 

Quando fotografa tem um propósito em mente ou deixa-se levar pelas oportunidades que surgem?

Na maioria das vezes saio sem um propósito de ir fotografar algo especifico mas mesmo que o tenha acabo sempre por fazer registos do que me chama mais a atenção do momento e muitas vezes sou surpreendida. por algo que nem estava á espera.

Que acontecimento recente mais o levou a desejar lá ter estado como fotografo e porquê?

Sendo uma apaixonada pela natureza é claro que adoraria ter a oportunidade de fotografar as belissimas paisagens por esse mundo fora...Deve ser o sonho de todos aqueles que adoram fotografar paisagem.


Dos trabalhos fotográficos realizados, qual foi para si o mais marcante e com qual mais se identifica?

Todos eles me marcaram e vão marcando por serem únicos e pessoais e fazem parte do meu crescimento nesta área embora tenha dois que sejam mais marcantes.
(1)--Uma sessão de fotografia em Alhandra pelo local, pelo momento, pelos sentimentos envolvidos e porque foi a partir desse dia que comecei a desenvolver mais a fotografia e tentar evoluir na mesma.
(2)--Ter assistido ao nascer do Sol na Mourisca, nunca tinha tido essa oportunidade, também pelo momento e pela companhia foi um dos momentos mais belos que assisti.

Que projectos na área da fotografia tem para o futuro?

De momento adquirir mais conhecimentos nesta área depois quem sabe fazer um trabalho de pormenores do corpo humano, fotos onde a sensualidade impere num jogo de luz e sombras. 

Quais as perspectivas actuais e futuras, que tem, da fotografia em Portugal? 

Com a aparição da Digital,com softwares cada vez mais sofisticados e com a divulgação de concursos, eventos ou outros meios para que torne possivel a evolução e crescimento nesta área e onde haja partilha de trabalhos com grande qualidade mesmo de fotógrafos amadores que vão aparecendo espero sinceramente que alguns desses trabalhos venham a ser reconhecidos tanto a nivel nacional como internacional. 

Quais são os teus fotógrafos de referência?
Não tenho nenhum fotógrafo de referência mas vou vendo e apreciando trabalhos excelentes que vão aparecendo aqui e noutros sites e vou tentando aprender e tirar ideias principalmente de paisagem .

Qual a sua opinião acerca do nosso site e na sua óptica que melhorias poderiam ser feitas? 

Só tenho a dizer bem, excelente apresentação, gosto do dinamismo e apresentação do site, os desafios apresentados são uma boa oportunidade não só para a divulgação de trabalhos mas principalmente porque a concorrencia também é um bom incentivo para crescer nesta área. 
Eu só tenho a agradecer pela oportunidade que me foi dada.
Deixe o link do seu site ou blog.



Galeria de fotos da fotogenica Anita Nunes

segunda-feira, 26 de março de 2012

Entrevista com António Cravo (hacravo)

Clique para visitar a galeria do hacravo no fotogenicos.net
Nasci a 4 de Dezembro de 1951, em Setúbal, descendente de mutoseiros e ílhavos. Baptizaram-me com o nome de António José Cravo, que mantenho. À beira de me reformar – poucos meses, espero – sou um homem sempre em busca. No meu cartão de visita pode ler-se: mestre de artes e ofícios/construtor de memória, diz tudo, e tudo o que diz é pouco para o muito que fiz e tenho para fazer.










Como surgiu a paixão pela fotografia? 

Da forma mas natural, com uma máquina. Em Angola, quando fiquei sozinho mo meu pai deixou-me a sua voïglander, depois foi começar a tirar fotos. Daí à revelação e às horas passadas na câmara escura da associação de estudantes, com uma sandes para ir comendo, foi um passo.

Faz da fotografia uma profissão ou um hobby?


A fotografia é um hobby e uma forma de proactiva de interagir com as pessoas e o meio, ou, como escreveu Mário Lúcio Sousa: "estou a morrer não estou?, então, cumpra-se a minha última vontade, quero um fotógrafo, pois o médico adia a morte e o fotógrafo perpetua a vida". Para mim é isso a fotografia

Defino-me como mestre de artes e ofícios/construtor de memória

Possui formação especifica ou é considera-se um auto-didacta? 

Auto-didacta do mais básico

Que equipamentos e softwares usa?

Uma Nikon d80 e uma Sony s200. O software é o paintshop pro X portable

Qual é o seu equipamento de sonho/eleição? 

Não tenho. Compro sempre equipamento em fim de vida e a bom preço, por isso mesmo. O que importa é estar lá quando as coisas acontecem, ter as objectivas adequadas e saber registá-las.

Analógico ou Digital?

Agora digital, a definição depende da próxima máquina, quando necessidade e disponibilidade houver. Mantenho-me fiel à Sony porque tenho muitas objectivas herdadas da minolta 7xi

Qual a sua preferência quanto aos estilos de fotografia?

Não tenho, embora seja um ferrenho do fotojornalismo, quando se trata de xávega e da ria de Aveiro,  aí estou eu.

Quando fotografa tem um propósito em mente ou deixa-se levar pelas oportunidades que surgem?


 Ambas, mas vou muitas vezes atrás do que me interessa, neste momento está-me a dar gozo fotografar skim board. Mas dentro em breve começa a xávega e a ria de Aveiro (pesca, regatas, histórias).

Que acontecimento recente mais o levou a desejar lá ter estado como fotografo e porquê?

A xávega e as regatas de bateiras e moliceiros da ria de Aveiro sempre, são o “Acontecimento” e eu estou lá sempre que posso.

Dos trabalhos fotográficos realizados, qual foi para si o mais marcante e com qual mais se identifica?

Todos os que dizem respeito à xávega, nomeadamente a contribuição para o enriquecimento do site da Junta de Freguesia da Torreira, na homenagem aos pescadores e a elaboração de cerca de 100 fotopoemas sobre os pescadores da xávega da Torreira, de que foram impressos alguns exemplares e entregues à escola local, à Junta e ao Turismo.

Que projectos na área da fotografia tem para o futuro?

Xávega, muita, e continuar o levantamento documental das artes de pesca da ria de Aveiro

Quais as perspectivas actuais e futuras, que tem, da fotografia em Portugal? 


Não tenho. As coisas acontecem independentemente de nós: acontecem. Sou um marginal activo.

Quais são os teus fotógrafos de referência?

Eugénio de Andrade e António Lobo Antunes

Qual a sua opinião acerca do nosso site e na sua óptica que melhorias poderiam ser feitas?

Gosto das alterações feitas, embora continue a pensar que o lettering lateral tem pouca visibilidade.

Deixe o link do seu site ou blog.

http://ahcravo.wordpress.com/



Galeria do fotogenico hacravo


segunda-feira, 19 de março de 2012

Entrevista a Jorge Casais


Jorge Pedro Barradas de Casais, nascido a 5 de Novembro de 1978, licenciado em Educação Física e Desporto desde 2003, vive em Viseu onde é professor desde 2008. Viveu no Porto até 2007, é fotógrafo nos tempos livres.
Apaixonado pela fotografia desde muito pequeno, usava e abusava da máquina dos pais por não ter máquina própria. A vontade de querer registar cada momento levou-o a gastar muito rolo, diminuindo com a evolução digital.
Apesar de ter um portfólio variado é pela macrofotografia de natureza que sente mais atracção. Ultimamente tem apostado masi na área da moda, casamentos e baptizados.
Participou em vários concursos de fotografia onde obteve diversos prémios e menções honrosas, dos quais se destacam:

- 1ºPrémio no 1º Concurso de Fotografia organizado pelo Gabinete Florestal da Câmara Municipal de Oleiros com o tema “Fotografia e Meio Ambiente” (2006)
- 1º Prémio no Concurso de Fotografia “A Luz do Parque”, realizado pelo Parque Biológico de Gaia (2006);
- 3º Prémio no 2º Concurso de Fotografia “Ambiente, Imagens Dispersas”, com o tema “Visões Criativas da Natureza”, promovido pela Associação Juvenil Amigos do Cáster (2007);
- Menção Honrosa, no 3º Concurso de Fotografia “Ambiente, Imagens Dispersas”, com o tema “Natureza, Luz e Cor”, promovido pela Associação Juvenil Amigos do Cáster (2008);
- FIAP Silver Medal, no 34º Salão Internacional de Arte Fotográfica do Algarve, “Algarve Photo Salon 2008”;
- 1º Prémio no Concurso de Fotografia “Feira de S. Mateus 2008”, com o tema “Retrato de Menina”;
- Vencedor do Concurso “Cartaz Feira de S. Mateus 2009”
- RACAL Medal 2, no 35º Salão Internacional de Arte Fotográfica do Algarve, “Algarve Photo Salon 2009”
- 2º Prémio no "2nd International “Milvus” Nature Photography Contest", Roménia.
- Participou nos livros colectivos "Olhar a Nu" (Julho 2009) e "Olhar a Urbe" (Maio de 2010) da Chiado Editora.
- Editou o livro "Natureza ao Pormenor" (Nature Details), da Papiro Editora, Julho de 2010.

Publicou fotografias e artigos em diversas revistas, participou em 26 exposições colectivas e realizou 6 exposições individuais.
O seu trabalho poderá ser apreciado no seu site pessoal www.jorgecasais.com e no seu blog de natureza http://mothernaturephotography.blogspot.com.


Como surgiu paixão pela fotografia? 

Desde pequeno que tenho cá dentro o "bichinho" da fotografia. Essa paixão despertou do desejo de querer registar e eternizar cada momento, cada situação. Comecei a fotografar desde muito cedo com a máquina dos meus pais até juntar dinheiro para adquirir uma própria.

Faz da fotografia uma profissão ou um hobby?

Escolhi como profissão ser professor de Educação Física e faço fotografia por paixão (ainda maior do que ser professor). Realizo também alguns trabalhos remunerados como casamentos, baptizados e afins.

Possui formação especifica ou é considera-se um auto-didacta?

Sou um auto-didacta mas foi através da participação em sites de fotografia que fui evoluindo.
Posteriormente tirei um Curso de Iniciação à Fotografia, um Curso de Fotografia de Natureza e realizei alguns workshops.

Que equipamentos e softwares usa?

Material: Canon EOS 7D, Canon EF 24-105 F4 L IS USM, Canon EF 50 F1.8, Sigma 105 F2.8 EX DG Macro, Sigma 50-500mm F4.5-6.3 APO DG OS HSM, Sigma 10-20mm F4-5.6 EX DC HSM, Sigma 70-200 F2.8 II APO EX DG Macro, 2x Flash 580 EX II, Walimex Ringblitz RF18TTL C (Macro Flash), Disparador para a máquina sem fios JJC WR-100, Disparador de flash yongnuo ST-E2, Tripé manfroto e monopé manfroto 681B, com cabeça de rótula walimex FT-002H-SW, Filtros Polarizadores, IR, ND400... Software: Photoshop CS5

Qual é o seu equipamento de sonho/eleição?

Gostava de acrescentar à lista do meu equipamento uma SIGMA EX 300-800mm F5.6 DG HSM IF APO e ainda um CANON EF 2,0x EXTENDER III.
Acho que é uma boa lista agora para o coelhinho da Páscoa. eheheh

Analógico ou Digital?

Prefiro o digital pois gasto menos dinheiro da revelação e posso ver a foto na hora embora adore fotografar em analógico com rolo preto e branco.

Qual a sua preferência quanto aos estilos de fotografia?

Tenho um portfólio variado mas é pela fotografia de natureza, macrofotografia de natureza e vida selvagem que sinto mais atracção. Ultimamente tenho tentado evoluir na área da moda, casamentos e baptizados.

Quando fotografa tem um propósito em mente ou deixa-se levar pelas oportunidades que surgem?

A maior parte dos trabalhos que realizo têm um propósito mas algumas vezes, principalmente fotografia do cotidiano, o que eu chamo "vidas reais", deixo-me levar pelas oportunidades que surgem.

Que acontecimento recente mais o levou a desejar lá ter estado como fotografo e porquê?

Grandes tragédias normalmente dão grandes fotos mas gostava de ter estado no Porto, na Foz do Douro, no inverno de 2011, a fotografar a fúria do mar contra o Farol. Esse lugar é mágico para mim, tem uma luz espectacular e quando as ondas estão gigantes melhor ainda. Tudo se conjuga para uma grande série de fotos.

Dos trabalhos fotográficos realizados, qual foi para si o mais marcante e com qual mais se identifica?

O meu livro, publicado em Julho de 2010, de macrofotografia de natureza, "Natureza ao Pormenor" da Papiro Editora, o parto do meu filho, experiência intensa e inesquecível e as sessões fotográficas de grávidas e bebés, que também tenho apostado ultimamente.

Que projectos na área da fotografia tem para o futuro?

Adorava ir numa traineira fotografar a faina dos homens do mar e espero ainda conseguir editar mais alguns livros, de temas variados desde fotografia de grávidas e bebés, paisagens e vida selvagem e ainda um livro de culinária, outra das minhas grandes paixões.

Quais as perspectivas actuais e futuras, que tem, da fotografia em Portugal?

Em Portugal é difícil sobreviver apenas da fotografia (e ainda pior se for da fotografia de natureza...). Há muita competição e muita oferta, logo temos de apresentar sempre algo novo, inovador. Perspectivo evoluir cada vez mais no futuro e singrar nesta área que tanto amo e me dá tanto prazer.

Quais são os teus fotógrafos de referência?

Portugueses: A.Brito, Luís Louro, Albano Soares, Luís Quinta, Hugo Amador, Luís Ferreira, Fernando Quintino Estévão e Ricardo Lourenço.
Estrangeiros: Sebastião Salgado, Bence Mate, David Doubliet, Sven Zacek e Anne Gueddes.

Qual a sua opinião acerca do nosso site e na sua óptica que melhorias poderiam ser feitas? 

Em relação ao site acho apelativo e de fácil navegação.

Deixe o link do seu site ou blog.

Site Pessoal: www.jorgecasais.com
Blog Natureza e Vida Selvagem: http://mothernaturephotography.blogspot.com
Blog de fotografia de casamentos, baptizados, maternidade, moda...:  http://fotostudio41.blogspot.com


Galeria de Jorge Casais no fotogenicos.net

segunda-feira, 12 de março de 2012

Entrevista com Eduardo Ventura

O meu nome é Eduardo Ventura, tenho 30 anos e sou natural de Almada. Sou Eng.º do Ambiente durante o dia e Fotógrafo à noite.

















Como surgiu a paixão pela fotografia? 

A paixão pela fotografia decorre da necessidade de criar e de desenvolver o meu lado criativo. Há relativamente pouco tempo voltei a pegar nos lápis e voltei a desenhar, carvão, sanguínea, etc. Depois, como desafio, comecei a pintar em óleo, acrílico e tinta da china até que redescobri esta paixão latente que é a fotografia e nunca mais a larguei. Acho a Fotografia como Arte e como processo criativo muito estimulante imenso e uma vez que esta é uma forma de Arte muito mais imediata posso obter resultados de forma mais célere. Ou seja, da formação da ideia à conceção da imagem não há um hiato tão grande como há noutras formas de Arte, por isso parece que esta paixão veio para ficar.

Faz da fotografia uma profissão ou um hobby?

Até há muito pouco tempo a fotografia não passava de um hobby como tantos outros mas este foi tomando uma dimensão cada vez maior e estou neste momento a iniciar-me como fotógrafo freelancer na área da música (concertos, bandas, etc).

Possui formação especifica ou é considera-se um auto-didacta?

Sou, acima de tudo auto-didata. Tudo o que eu sei, aprendi sozinho através de leitura de revistas da especialidade, de informação retirada da Internet, de Livros, etc. Ainda assim considerei importante realizar um Workshop de Técnica Fotográfica através do Instituto Português de Fotografia para sedimentar alguns dos conhecimentos quejá havia adquirido.

Que equipamentos e softwares usa?

Equipamento Digital: Canon EOS 500D; EF-S 18-55mm f/3,5-5.6; EF-S 55-250mm f/4-5.6; EF 50mm f/1.8;
Equipamento Analógico: Pentax MX; SMC 50mm f/2, Teleconversor 2x
Iluminação:Flashes externos YN-467; YN-460II e Hanimex; soft boxes, sombrinhas refletoras e translucidas, tripés de suporte de flash, refletor, etc.
Vários: Tripé Hama Star 61,aneis inversores, tubos de extensão, gama de filtros variada (ND’s integrais e em gradiente, CPL, UV, filtros de cor para P&B, filtros em gradiente de cor, suavizadores, etc),
Em termos de Software utilizo principalmente o Adobe Lightroom 3.3, já que este me permite editar de forma muito célere os ficheiros RAW ao mesmo tempo que me permite ter as minhas fotos organizadas. Há vezes porém em que o poder de edição do Lightroom não é suficiente e é necessário alterar a imagem por completo. Nessas situações uso o Adobe Photoshop CS5 que tem ferramentas e métodos que permitem fazer qualquer coisa… Literalmente, não há limite…

Quando quero fazer alguns projetos muito específicos recorro a software também específico, por exemplo para panorâmicas uso o Hugin, para rastos de estrelas uso o Startrails, para HDR uso o Photomatix, etc.

Qual é o seu equipamento de sonho/eleição? 

Vai parecer muito pretensioso, mas se é para sonhar é para sonhar… Sonho, à data, vir a ter uma Canon EOS 1DX, com uma Sigma 10-20 f/3.5, Canon EF 24-70 f/2.8L, Canon EF 70-200mm f/2.8L IS II, Canon EF 100mm f/2.8L IS Macro e para “brincar” uma Canon MP-E 65mm f/2.8 Macro.


Analógico ou Digital?

Porque não ambos? Acho que há um encanto especial em usar analógico. É como ouvir música em discos de vinil. É claro que o CD e o DVD trouxeram qualidade, portabilidade, acessibilidade e outras tantas características bestiais, mas quem ouve um disco de vinil sabe que o que está a ouvir tem outra sonoridade, outra dimensão, e o mesmo se passa com a Fotografia. Por um lado o digital veio democratizar a arte de fotografar. Essa arte deixou de “pertencer” a uma elite para poder ser atingível pelas massas, é muito mais imediata, não tem os mesmos custos de revelação que o filme tinha, mas se fotografarmos com analógico percebemos que existe uma diferença. Se calhar atrevo-me a dizer que o analógico pode ter um pouco mais de alma, já que o fotógrafo tem de estar imerso na cena e tem de antever o resultado final que acaba por dar um pouco mais de si. Obviamente que nem todos que fotografam em digital serão assim, um artista empresta sempre um pouco da sua alma para a sua arte, no entanto com o digital deixou de haver a preocupação em acertar tudo à primeira e passámos a conviver com uma atitude de “leviandade” face ao momento do clique. Contra mim falo… Daí ter voltado ao analógico…

Qual a sua preferência quanto aos estilos de fotografia? 

Não tenho propriamente uma preferência, posso, quanto muito, ter apetências mais fortes para determinada corrente da fotografia, mas nesses aspetos sou muito eclético. Tanto gosto de fotografia de moda como de Macro, tanto me perco a olhar para uma bela paisagem como para uma fotografia de rua, sejam a cores ou a preto & branco. Mas revejo-me muito na fotografia de concertos e de espetáculos. Independentemente de preferências gosto acima de tudo de Fotografia de Qualidade.

Quando fotografatem um propósito em mente ou deixa-se levar pelas oportunidades que surgem?

Mais uma vez, tenho de responder ambos. Tudo depende da situação, e isso também advém do fato de os meus gostos serem bastante diversos. Se por exemplo estiver em estúdio com uma modelo, obviamente que tenho uma ideia bastante concreta do que pretendo atingir, mas se estiver na rua a vaguear, então deixo-me levar pelas oportunidades. Por vezes esperando por elas, outras a tentar criar as oportunidades.

Que acontecimento recente mais o levou a desejar lá ter estado como fotografo e porquê?

O que eu tenho pensado e pensado sobre o que poderia responder nesta pergunta… Acho que vou responder nenhum e todos ao mesmo tempo… Não é que eu seja insensível ao que se passa em meu redor, o que eu acho é que qualquer acontecimento tem o potencial para oferecer excelentes oportunidades fotográficas, seja ele uma crise humanitária, uma guerra civil, um paquete a afundar ou simplesmente a ida de uma criança ao circo. Por isso em vez de responder a um acontecimento passado em que eu gostasse de ter estado, vou responder com um acontecimento futuro onde gostaria de estar. Gostaria imenso de cobrir os Jogos Olímpicos, para já por ser um desafio, mas também pela emoção e o stress (no bom sentido) que existe junto dos fotojornalistas.

Dos trabalhos fotográficos realizados, qual foi para si o mais marcante e com qual mais se identifica?

Na verdade ainda não foi completamente realizado, ou melhor tem estado a decorrer e sinceramente não sei quando é que o considerarei terminado. O que se passa é que me encontro a trabalhar com um grupo de Rock, os “TrashCandies”. Trata-se de um grupo em início de carreira e que foram amáveis o suficiente para me convidarem a tirar algumas fotos deles. O que foi um simples convite passou para uma experiência documental e tenho fotografado grande parte da sua atividade, desde as fotos de promoção aos ensaios e ao seu primeiro concerto. Temo-nos vindo a conhecer mutuamente e aestreitar laços de amizade o que considero ser uma maior valia para mim como fotógrafo, mas acima de tudo como pessoa. A ideia no futuro é compor um livro que contenha os momentos mais marcantes do primeiro ano de vida dos “TrashCandies”.

Que projectos na área da fotografia tem para o futuro?

Neste momento tenho planos de me manter dentro da fotografia de música, principalmente de concertos, já que a luz cénica usada nos concertos pode ser absolutamente fantástica e está ali à nossa disposição. Cabe ao fotógrafo adaptar-se à luz e maximizar o resultado final. Atualmente tenho feito participações para a revista Arte Sonora e para a revista on-line Imagem do Som.

Quais as perspectivas actuais e futuras, que tem, da fotografia em Portugal? 

Portugal, encontra-se a atravessar uma grande crise económica, mas uma coisa que os Portugueses não têm, é falta de imaginação e criatividade. Por isso antevejo que muita gente se vá “agarrar” à máquina fotográfica e que vá reencontrar nessa “velha amiga” uma nova atividade económica, ou apenas um escape para a pressão do dia-a-dia, da falta de feriados, das horas extra não remuneradas, etc. etc…

Quais são os teus fotógrafos de referência?  

Não tenho propriamente fotógrafos de referência, mas tenho fotógrafos cujo trabalho eu sigo, ou cujo trabalho valorizo imenso são exemplo disso a Rita Carmo, Rui M. Leal, Joel Santos, entre tantos outros… Não podemos é esquecer os “Grandes Mestres”, como Ansel Adams, Man Ray, Henri Cartier-Bresson, Robert Capa, etc, etc… Voltamos à eterna questão, não tenho propriamente um fotógrafo de referência mas sim valorizo qualquer um que produza Fotografia de Qualidade.

Qual a sua opinião acerca do nosso site e na sua óptica que melhorias poderiam ser feitas?

Apraz-me dizer que não tenho qualquer sugestão de melhoria à nova versão do site… Tive a hipótese de poder dar alguns inputs à administração do Site, e por isso as dificuldades que eu sentia com o site foram ultrapassadas. Acho que o fotogénicos.net tem vindo a firmar-se como base para uma comunidade fotográfica o que é digno de reconhecimento. Valorizo especialmente as competições e os desafios com oportunidade de publicação nas revistas Super Foto Digital e zOOm.

Deixe o link do seu site ou blog.

http://www.flickr.com/photos/eduardoventurafotografia/


Galeria do Eduardo Ventura no fotogenicos.net






segunda-feira, 5 de março de 2012

Entrevista com Marco Santos Marques

Marco Santos Marques, nasceu em 1974 em Lisboa. Desde muito cedo ligado à música, através da guitarra seu instrumento de eleição. Em 2004 abraçou a fotografia como meio de expressão e recentemente no ano de 2010 lançou o seu sítio na Internet www.marcosantosmarques.com, onde através da sua empresa Lightscapes in Nature leciona cursos de fotografia de natureza. Na sua visão a fotografia de natureza é a junção entre a natureza e a arte, procurando em cada imagem uma ativação completa dos sentidos do espetador, desenhando com luz o seu espírito e a sua alma.



Como surgiu paixão pela fotografia?   

A fotografia surge  há cerca de oito nos atrás como uma paixão e ao mesmo tempo uma necessidade criativa. Desde sempre tive umgrande interesse pela música, masneste momento a fotografia ocupa todo o meu espaço criativo. 

Faz da fotografia uma profissão ou um hobby?

Com a LightscapesinNatureo tempo despendido é demasiado para considerar um hobby.

Que equipamentos e softwares usa?

Câmara: Canon EOS5D MKII
Objectivas: Canon 17-40mm f/4, 70-200mm f/4, 100mm f/2.8
Software: Lightroom e Photoshop

Qual é o seu equipamento de sonho/eleição?

Uma câmara panorâmica Fuji G617.

Analógico ou Digital?

Digital.

Qual a sua preferência quanto aos estilos de fotografia?

Natureza, paisagem em particular.

Quando fotografa tem um propósito em mente ou deixa-se levar pelas oportunidades que surgem?

Normalmente tudo é planeado, como faço fotografia de paisagem, antes de sair de casa faço uma pesquisa sobre os locais a fotografar, sobre as marés e o tempo.

Acontece quase sempre que depois de descobrir um enquadramento, volto várias vezes com a intenção de fotografar com a melhor luz.

Por outro lado deixar-me levar pela oportunidade também é positivo pois é aí que verdadeira fotografia de natureza acontece, temos que estar preparados para reconhecer e fotografar e qualquer motivo ou acontecimento, por mais célere que seja. 

Que acontecimento recente mais o levou a desejar lá ter estado como fotografo e porquê?

Como fotógrafo de natureza, tenho como desejo fotografar nos quatro cantos do mundo.

Dos trabalhos fotográficos realizados, qual foi para si o mais marcante e com qual mais se identifica?


Sem dúvida “Light Throne”. Nessa imagem sinto que criei algo diferente. Toda experiência foi surreal, estar no local às 4 da manha, em breu completo, as estrelas eram a única fonte de luz. A via láctea era perfeitamente visível. Recorri ao som do mar e ao conhecimento que tinha sobre o local para chegar ao sítio onde iria tirar a foto. Da imagem fica esta experiência e a ideia de correr 30 metros numa exposição de 25 seg., para chegar atrás da rocha e disparar o flash manualmente.O nevoeiro intenso dessa madrugada serviu como difusor, permitindo uma maior subtileza no efeito, acentuando a linha da rocha, debaixo de um céu híper estrelado.

Que projetos na área da fotografia tem para o futuro?

Além do livro “Os direitos da Terra” lançado no último mês de Janeiro. A LightscapesinNature, é neste momento uma realidade. Para este ano de 2012 temos agendados cerca de seis workshops tanto na vertente noturna para fotógrafos com um nível mais avançado quer nos workshops ditos normais para fotógrafos em fase inicial com o desejo de apreender conceitos de fotografia de natureza. O próximo workshop está marcado para o próximo dia 28 de Abril de 2012  no Parque Natural Sintra-Cascais. Ainda durante este ano surgirão mais novidades, fiquem atentos ao site e ao blog.

Quais as perspectivas atuais e futuras, que tem, da fotografia em Portugal?

Espero o melhor, temos fotógrafos de grande qualidade, a assumir cada vez mais um papel preponderante no mercado em todas as áreas, são pessoas com uma grande sensibilidade artística.

Quais são os teus fotógrafos de referência?    

Pedro Bento, Nuno Luís, Hélio Cristóvão, Paulo A Lopes, Ricardo Alves, Joel Santos, Ansel Adams, Michael Anderson, MarcAdamus, IanPlant e muitos outros. 

Deixe o link do seu site ou blog.
 

Site: www.marcosantosmarques.com
Blog:
marcosantosmarques.blogspot.com

Galeria de Marco Santos Marques no fotogenicos.net

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Entrevista com António Caeiro

António Caeiro
44 Anos
Aldeia de Paio Pires, Portugal









Como surgiu a paixão pela fotografia?

Aconteceu naturalmente com a compra de uma analógica Canon em meados dos anos oitenta, Recentemente, e muito por culpa do Digital (mais prático e barato), o “bichinho” voltou. 

Faz da fotografia uma profissão ou um hobbie?

Hobbie, apenas e só um hobbie

Possui formação especifica ou considera-se um auto-didacta? 

Sem formação específica e a apreender diariamente.

Que equipamentos e softwares usa?

Equipamentos:
- Canon EOS 450D
. Objectiva Canon EF-S 55-250mm (f/4-5.6 IS)
. Objectiva Canon EF-S 18-55 mm (f/3.5-5.6 IS)
. Objectiva Canon EF-50 mm (f/1.8 II)
. Hoya Pro1 Digital Filter
. Parasol Canon ET-60
. Disparador - Canon RS-60E3
- Panasonic DMC-FZ5

Software:
- Photoshop 

Qual é o seu equipamento de sonho/eleição? 

Para já, aprender a trabalhar melhor com o que tenho.
Analógico ou Digital?

Digital, com muito respeito pelo Analógico.

Qual a sua preferência quanto aos estilos de fotografia? 

Sem preferência, no entanto com ligeira inclinação para os “Grafismos”.
Quando fotografa tem um propósito em mente ou deixa-se levar pelas oportunidades que surgem?

Umas vezes com um propósito em mente, outras deixo-me levar pelo momento.
Que acontecimento recente mais o levou a desejar lá ter estado como fotografo e porquê?

As catástrofes naturais, são um cenário apetecível para fotografar, no entanto provocam perdas irreparáveis, materiais e principalmente humanas, o que me incomoda bastante. 

Dos trabalhos fotográficos realizados, qual foi para si o mais marcante e com qual mais se identifica?

Dois!
 As “  Escadas do Castelo ”, por ser uma das primeiras e pelo local onde foi captada.

E “ Cadeados do Amor ”, feito em passeio a Roma, Itália.
Que projectos na área da fotografia tem para o futuro?

Só… continuar a fotografar.

Quais as perspectivas actuais e futuras, que tem, da fotografia em Portugal? 

Não sei responder concretamente a esta questão, o que eu vejo é que, actualmente, existem muitos sites, algumas revistas e muita gente a fotografar… (se isso é bom para a fotografia, óptimo!)
Quais são os teus fotógrafos de referência?  
Não tenho fotógrafos de referência
Qual a sua opinião acerca do nosso site e na sua óptica que melhorias poderiam ser feitas?
O site está em constante mutação, actualmente parece-me no bom caminho, abundando cada vez mais a qualidade em detrimento da quantidade. O blog veio fazer a ponte na parte da divulgação de alguma informação relevante nesta área.

Deixe o link do seu site ou blog.

Galeria de António Caeiro no fotogenicos.net

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Entrevista com Pedro MS Santos (notpedro)


Pedro M S Santos
Chamo-me Pedro M S Santos.
(Uso Nickname "notpedro santos", devido á abundância de nomes como o meu... )

Nasci no equinócio da primavera ano de 1972, em Lisboa, onde resido.
Sou um auto-ditada em quase tudo o que faço, e gosto de fazer quase tudo que implique usar as mãos e construir.

Na minha juventude dediquei-me á musica como baterista de uma banda Rock, tendo abandonado o projeto devido ás habituais mudanças da vida adulta.
Para preencher o vazio deixado pela bateria, comecei a dedicar-me á fotografia, tendo gradualmente evoluindo, e esta  ganhou cada vez mais influência.


Como surgiu a paixão pela fotografia?

Penso que sempre senti o bichinho, mas a música teve um papel mais apelativo na minha juventude, e só em adulto tive a serenidade para me dedicar á fotografia em pleno. Agrada-me o factor criativo e desafiante do mundo da fotografia.

Faz da fotografia uma profissão ou um hobby?

Por enquanto é um hobby intenso, e tenho uma parceria com o meu companheiro de fotografia e fundador da "Lightscapes in Nature", o Marco Santos Marques, onde efectuo formação em workshops de fotografia de natureza. Está nos meus planos passar para um capítulo mais profissional.

Possui formação especifica ou é considera-se um auto-didacta?

A nível analógico frequentei, há bastantes anos,   um curso de iniciação à fotografia analógica,  envolvendo a captura , revelação e ampliação.
Em fotografia digital sou um auto-didacta.

Que equipamentos e softwares usa?


Neste momento tenho uma  Canon 55OD , com lentes canon 10-22 e 100mm,e uma tamron 18-270.  Tripé, suporte, filtros Nd e pol, disparador, flashes etc...
Uso principalmente Lightroom e Photoshop.
Outro equipamento que uso, ainda mais importante que a Máquina e que o Software, é o despertador !

Qual é o seu equipamento de sonho/eleição?

Canon 1D X com lentes prime...
De eleição ( que é como quem diz de Euros possíveis para a altura que atravessamos...): estou  a fazer planos para passar para o full-frame, nomeadamente Canon 5D II , e lentes L

Analógico ou Digital?

Digital...

Qual a sua preferência quanto aos estilos de fotografia?

Sou um rendido pela natureza!
Embora goste de diversos estilos que tenham  qualidade e coerência .
A natureza assume-se como uma dádiva celestial da qual apenas fazemos parte, apesar de frequentemente nos   esquecermos desse facto!
Estar em sítios pouco alterados pelo ser humano,  sentir cheiros/sons/etc no meio de nada, é uma sensação muito apelativa para mim.
Tento retratar a natureza em todo o seu esplendor e requinte.
Conseguir com uma fotografia transmitir certas sensações ao observador é o meu sonho.

Quando fotografa tem um propósito em mente ou deixa-se levar pelas oportunidades que surgem?

Geralmente vou para um sitio com algumas ideias mas, com a imprevisibilidade da natureza, por vezes as ideias não resultam ou surge um outro fenómeno  e rapidamente tenho que mudar de planos e aproveitar os acontecimentos.
Muitas vezes observo um sitio  e tento imaginar como terá mais impacto, como será mais apelativo...  imagino as diversas luzes, vegetação, ventos, nevoeiros, marés, luas, etc...,, e tento lá voltar se algumas dessas variantes tiverem probabilidades de acontecer.

Que acontecimento recente mais o levou a desejar lá ter estado como fotografo e porquê?

A tempestade / explosão solar que aconteceu o mês passado.
Poder estar num pais nórdico a captar a Aurora Boreal que tal fenómeno provocou seria espectacular.

Dos trabalhos fotográficos realizados, qual foi para si o mais marcante e com qual mais se identifica?


"The Lair" foi marcante, mas por falta de cuidado: estando numa enseada de difícil acesso, sem rede de telemóvel, onde ninguém sabia onde estava, arrisquei andar rápido sobre as rochas molhadas com maq/tripé na mão e resultou uma valente queda.  Fiquei marcado com cicatrizes e nódoas negras, a máquina foi para um lado, lente para outro, filtros para outro e tripé partido....Essa foi muito marcante ;)
Identifico-me com todos os trabalhos, todos têm uma história ,
Posso destacar o momento mágico de "smile" que iniciou a minha apresentação oficial ao mundo, e "Orion" onde depois de muitas incursões á praia da Ursa fui contemplado com mais um momento único e espectacular .

Que projectos na área da fotografia tem para o futuro?

Aumentar o meu portefólio aproveitando para conhecer mais recantos perdidos da  natureza,  comercializar os meus trabalhos, e fazer cobertura de eventos sociais.

Quais as perspectivas actuais e futuras, que tem, da fotografia em Portugal?

As perspectivas nunca foram muito boas,  devido ao país ser "pequeno", e ao trabalho de fotografia não ser levado muito a sério pela maioria da população, talvez por desconhecimento ou por "mitos" ...afinal basta um click e um pouco de photoshoping  e temos fotografias perfeitas...
Também temos o problema de muitos fotógrafos quase que oferecem o trabalho, assim como outros que não primam pela qualidade do mesmo , contribuindo assim para uma desacreditação do fotógrafo em geral.
Mesmo assim penso que com dedicação, atenção, persistência, e profissionalismo ,existe mercado para  a Fotografia.


Quais são os teus fotógrafos de referência?

Demasiados para referenciar todos... de entre os quais, saliento o  Sr. Ansel Adams, um dos grandes mestres no mundo da fotografia de natureza.

Qual a sua opinião acerca do nosso site e na sua óptica que melhorias poderiam ser feitas?

Gostei das mudanças / experiências que houve nestes dias, tornou-se mais directo, penso que uma ligeira compactação geral seria benéfica.
A parceria com a revista Zoom e  a  Super Foto digital  são uma mais valia.
 
Deixe o link do seu site ou blog.

http://www.pbase.com/pedrosantos


Poderá ver abaixo os trabalhos do Pedro que estão na Galeria do fotogenicos.net

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Entrevista com Sílvia Dias (Ikai-Zixie)

Sílvia Dias. 25 anos.
Costumo dizer que não passo de uma rapariga normal, com sonhos, medos e alguma imaginação útil. Sou uma artista visual que ainda luta por ser reconhecida e para vingar no mundo das artes.

Sou recentemente licenciada no curso de Artes Plásticas e Intermédia, pela Escola Superior Artística do Porto e um dos meus maiores sonhos é ajudar os meus pais. Inspiro-me na música, nos meus sonhos, nas minhas memórias - principalmente as da infância -, e no Final Fantasy (video-jogo que me acompanha desde os 10 anos de idade).



Como surgiu a paixão pela fotografia? 

Foi em 2009, durante o meu 2º ano de licenciatura. Embora eu já gostasse e admirasse fotografia no geral, nunca olhava para ela de uma maneira artística, vá. Admirava, apenas, e a maior parte das vezes pegava numa foto que gostasse muito - normalmente retratos e afins - e pintava-a em tela. Quando iniciei o meu percurso no meio das artes, comecei pelo que mais gostava que era o desenho e a pintura a acrílico. Quando ingressei no ensino superior, comecei a aprofundar os meus conhecimentos artísticos e práticos, e acabei por alterar grande parte do meu sentido estético.

Depois, como já disse, no meu 2º ano de licenciatura, durante a disciplina de Laboratório Multimédia, a docente obrigou-nos, literalmente, a entrar em contacto com a fotografia para desenvolvermos a nova proposta prática. Fiquei nervosa e ansiosa pois nunca antes tinha manuseado uma máquina fotográfica que não fosse compacta e muito menos trabalhado com fotografia artística. Pedi ajuda ao meu irmão, que como é jornalista já estava habituado a trabalhar com este tipo de máquinas. Pedimos emprestada uma Canon 30D a uma amiga e fiz figas para que tudo corresse bem. O que é certo é que amei a experiência. Senti-me livre enquanto fotografava a ideia e o conceito que tinha desenvolvido préviamente; via-a a ganhar vida e forma!

Desde então nunca mais deixei a fotografia para trás. Encontrei um novo método de criação que me livrou de muitos "fantasmas" que a arte tradicional me trazia, pois sempre tive dificuldades em passar para o papel as ideias que me apareciam na mente. Assim, com a fotografia, tudo ficou mais fácil. Não quero, porém, dizer com isto que deixei de pintar ou desenhar; ainda continuo, mas no que toca a criar algo de raíz, tenho a fotografia como método artístico.

Faz da fotografia uma profissão ou um hobby?

Bom, acho que tenho que dizer que faço dela a minha profissão, embora não me considere fotógrafa. Só digo isso porque tenho orgulho no curso que tirei. Graças aos meus pais consegui terminar a licenciatura e quando me entreguei ao mundo das artes foi sempre com o objectivo de levar este caminho como profissional. Como sou formada em Artes Plásticas e Intermédia, dizer apenas que sou fotógrafa seria bastante reductor àquilo que realmente faço. Poderia ter terminado a licenciatura sem nunca passar pela fotografia ou sem trabalhar com ela posteriormente. A parte Intermédia do curso abrange os novos media, por isso aprendi de tudo um pouco dessa área. Tive a sorte de encontrar na fotografia aquilo que me faltava e continuei a desenvolvê-la por mim mesma.

Portanto, acabo por dizer que sou Artista Visual Multi-Disciplinar, pois trabalho com pintura, vídeo e fotografia - até à data.

Possui formação especifica ou é considera-se um auto-didacta? 

Não tive formação específica. Quando tivemos que trabalhar com fotografia, como já falei mais acima, a docente deu-nos umas pequenas luzes de como manusear, manualmente, uma máquina - fosse ela analógica ou digital. Deu-nos uma pequena formação, durante uma aula de 3h, sobre luz, objectivas e afins. O resto seria connosco. Poderiamos estudar mais um pouco para o projecto que tínhamos que fazer ou não. Depois disso nunca mais fomos obrigados a trabalhar com fotografia. Sempre que tínhamos a oportunidade de escolher a técnica para desenvolvermos um projecto, alguns de nós acabamos por escolher a fotografia como base, outros escolhiam o mais tradicional. Tudo dependia de cada um. Eu comecei a trabalhar mais com ela e para isso fui aprendendo sózinha.

Aprendi lendo tutoriais na internet, pesquisando-os no google, via trabalhos fotográficos de artístas plásticos e analisava promenores a partir delas, estudava composições de pinturas renascentistas e outras épocas históricas que mais me agradava e punha as minhas ideias em prática, como ainda hoje faço.

Que equipamentos e softwares usa?


A nível de equipamento fotográfico eu tenho uma Canon 50D. Foi a minha primeira máquina digital deste calibre. Quis logo adquirir uma máquina significativamente boa pois eu sabia que ia continuar a trabalhar com fotografia. Sempre fotografei com a lente que vinha com a mesma que é uma 17-85mm IS. Recentemente adquiri uma lente de 50mm 1.8 - algo que eu queria imenso há algum tempo -, e prentedo ficar por aqui. Acho que a ideia, o conceito e a maneira de como trabalhamos a composição é mais importante do que a técnica e o material, embora, tal como acontece com a pintura, por exemplo, um pincél mais barato e uma tinta de qualidade mais fraca não vai ajudar muito no desenvolvimento da obra: um pincél barato largará pêlo por toda a tela e as pinceladas não serão suaves e firmes, e uma tinta com menos qualidade não se unirá à tela, nem nunca terá a consistência perfeita que, possivelmente, o artista quererá atingir. Porém, quando a vontade é grande, do pouco se faz muito, até a altura de mudar de material.

Software uso apenas e só o Photoshop CS3. Também tenho o Lightroom mas pouco uso faço dele. Apenas o abro para trabalhar o ficheiro RAW.

Qual é o seu equipamento de sonho/eleição? 


Não vou mentir, um dia gostaria imenso de ter uma Canon 5D. Sei que agora já há a Mark III, portanto pela altura em que a poderei, eventualmente, adquirir, logo se verá qual a série que pretendo. Digo que a quero por ser muito rápida em termos de captura e processamento. Em termos de lente, gosto muito das de 50mm e gostaria de ter a Canon 50mm 1.2 IS um dia. Depois tenho uma vontade imensa de ter uma analógica vintage de médio formato, seja ela uma Hasselblad ou outra. Tenho uma Canon Demi de 1964 do meu pai, mas infelizmente está avariada. Ando a ver umas analógicas com objectivas não-fixas de 50 mm mas ainda não me decidi qual quero, se uma Minolta, Yashika ou Praktica...

Analógico ou Digital?

Cada uma com a sua beleza. Uma amiga minha, estudante de fotografia, diz que a fotografia analógica tem outra magia que a digital não tem. Citando-a "Aquele momento em que vamos revelar os negativos e a espectativa de como ficou a foto ou como irá sair...é algo único!" - e é de verdade. Eu já trabalhei com analógica. Nasci nos anos 80 por isso é mais que óbvio, mas claro, nunca de maneira artística, por isso estou mesmo ansiosa para começar a trabalhar com ela nos meus trabalhos conceptuais. Tenho uma Polaroid - adquiri há uns meses -, mas ainda não arranjei cartuxo para ela e, como disse na pergunta anterior, ando à procura de uma analógica vintage, de preferência entre os anos 60 e 80 para comprar mas ainda não encontrei a ideial.

Para trabalhos do dia-a-dia ou que sejam mais experimentais, claro que prefiro trabalhar com analógico. É bem mais fácil ver logo como saiu e apagar se ficou mal. A analógica, nesse sentido, acaba por fica mais dispendiosa, embora o que tenho em mente é apenas revelar o rolo e digitalizar os negativos para CD, assim poupo imenso não obtendo as suas ampliações.

Qual a sua preferência quanto aos estilos de fotografia? 


Conceptual, narrativo, surreal, ilustrativo... Tenho um gosto próprio por tudo o que é estranho ou fora de contexto, por assim dizer. Também gosto de moda e beleza - foi nesse campo de comecei a fotografar mais, mas dava sempre um toque meu à composição.

Quando fotografa tem um propósito em mente ou deixa-se levar pelas oportunidades que surgem?


Tenho sempre a ideia pré-definida. Quando as ideias me surgem eu aponto-as num caderno. Depois ou desenvolvo-as se achar que falta algo, aquele toque, ou deixo-as assim e arranjo maneira de criar essa composição. Porém, por muito mais que tenha algo pré-definido existem imensas variáveis: ou a modelo não está a conseguir seguir as minhas ideias, por exemplo, e tenho que alterar qualquer coisa para que funcione - o que é normalíssimo - ou a modelo me dá algo mais e eu aproveito isso. Por norma trabalho com amigos e não modelos profissionais. Até à data só trabalhei com uma modelo, que me encontrou, todos os outros são amigos e amigas minhas que eu acho que têm algo nas suas expressões.

Que acontecimento recente mais o levou a desejar lá ter estado como fotografo e porquê?


Alguns dos meus primeiros trabalhos fotográficos foram de rua e eu procurava a beleza das emoções naturais. Hoje em dia já não o faço, embora admire imenso o estilo. Se eu ainda trabalhasse com fotografia rural e urbana, continuava a procurar emoções, principalmente emoções puras e serenas, pessoas que contem histórias apenas com o olhar. Partidas e chegadas de entes queridos em estações de comboio e afins... Agora um acontecimento recente propriamente dito, não sei precisar.

Dos trabalhos fotográficos realizados, qual foi para si o mais marcante e com qual mais se identifica?

Tenho que dizer que foi o meu primeiro auto-retrato. Eu nunca me senti confortável a ser fotografada a nível artístico, mas após duas sessões fotográficas falhadas - que não correram como eu tinha em mente pois o modelo ficoou aquém das minhas espectativas -, eu fiquei frustada e e deixei de fotografar durante uns meses... Durante esse tempo havia algo a crescer dentro de mim e a tornar-se cada vez mais forte, até que um dia não consegui lutar contra esse sentimento: eu tinha que me auto-retratar. Quem mais é que poderia transmitir aquilo que eu queria capturar senão eu? Só assim é que eu, posteriormente, conseguia ajudar outros modelos e procurar aquilo que eu queria neles da melhor maneira.

Por isso, depois do meu auto-retrato que foi baseado em memórias da minha infância, encontrei um novo caminho.

Que projectos na área da fotografia tem para o futuro?

Quero continuar a criar novas composições, sempre agradando-me em primeiro lugar. Espero que com isso consiga vingar no mundo das artes, arranjar trabalho - tenho o sonho em ser docente -, para que assim consiga ajudar os meus pais, realizar os meus sonhos e, acima de tudo, continuar a minha caminha como artista visual.

Quais as perspectivas actuais e futuras, que tem, da fotografia em Portugal?

Acho que Portugal ainda tem muito que crescer a nível artístico. Há pouca gente a dar valor às Artes Plásticas... Quando digo que sou licenciada nessa área e ainda desempregada, olham-me como se tivesse a pior doença do mundo, torcem a cara e dizem "Está mau". Artes Plásticas não tem que ser sinónimo de desemprego. Temos é que lutar e ser diferentes, acima de tudo. Há muita gente a fazer a mesma coisa, possivelmente porque optam pelo lado seguro e têm medo de arriscar, mas eu prefiro arriscar e vingar, seja agora ou mais tarde. Há uma frase que eu gosto imenso que diz "Antes escrever para si e não ter público, do que escrever para os outreos e não ter identidade". Acho que isso diz tudo. Como costumo dizer, tudo virá a seu tempo e Portugal há-de crescer a esse nível também. Temos tantos artistas fabulosos por aqui, seja na área da escrita, música, fotografia ou artes plásticas, porquê desistir?

Quais são os teus fotógrafos de referência?

Tenho alguns. Sarah Moon, Zemotion, Brooke Shaden, Tim Walker, Man Ray, Annie Leibovitz e depois tenho artistas plásticos de referência como Klimt, Salvador Dalí, Egon Schiele, Lucian Freud, Paula Rêgo, Andy Warhol e épocas artísticas, das quais, Surrealismo, Simbolismo, Pré-Rafaelita, etc.

Qual a sua opinião acerca do nosso site e na sua óptica que melhorias poderiam ser feitas? 


Gosto imenso da promoção que fazem a novos artistas, no geral. Vocês não olham a quem, nem se são pouco ou muito conhecidos e isso é uma mais valia para todos nós. Também admiro a vossa generosidade e todo o apoio que nos dão; isso acima de tudo. Um muito obrigada!

Deixe o link do seu site ou blog.

www.facebook.com/ikaizixiephoto

www.ikai-zixie.blogspot.com


Poderá ver abaixo os trabalhos da Sílvia que estão na Galeria do fotogenicos.net

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Entrevista com Pedro Emanuel Santos (croqui)



Pedro Emanuel Santos (croqui).
Nasci em Santo Tirso a 13 de Setembro de 1983.
Desde há vários anos que me dedico às artes em geral, tendo experimentado várias formas de expressão artística.
Tenho trabalhado essencialmente na área gráfica, e sou responsável pela criação/design de várias obras, nas quais tenho trabalhado também como ilustrador.
Com formação em Artes Gráficas, frequentei também cursos e workshops de fotografia.
Exponho quer individual quer coletivamente, desde 2008.





Como surgiu a paixão pela fotografia? 


A paixão pela fotografia penso que existe desde sempre, e deve-se à minha admiração pela arte, em todas as suas formas.
De admirador a utilizador foi um passo...

Faz da fotografia uma profissão ou um hobby?



A fotografia para mim é claramente um hobby. Contudo, no último ano passei a colaborar com um estúdio de fotografia. Mas mesmo sendo pago, considero um hobby.

Possui formação especifica ou é considera-se um auto-didacta?
 

Fiz um curso de fotografia e alguns workshops, mas acima de tudo considero-me um auto-didacta.

 
Que equipamentos e softwares usa?

Neste momento tenho uma nikon d80 a entrar na reforma (e alguns acessórios essenciais como objectivas, grip, flash, etc).
Também tenho trabalhado com outras nikon's: D90; D300s e D7000 mas, infelizmente (risos) não são minhas!

sofware: Photoshop

Qual é o seu equipamento de sonho/eleição?


Hasselblad H4D-40

Analógico ou Digital?


Digital quase sempre. Mas não gosto muito de comparar, pois respeito muito o Analógico.

Qual a sua preferência quanto aos estilos de fotografia?

Fotografia conceptual, há quem lhe chame plástica. Mas também gosto da "foto pela foto" e admiro muito fotojornalismo.

Eu gosto de fotógrafos que surpreendem. E, paradoxalmente também nos estilos que eu não optaria.
Ou seja, geralmente não faço fotografia de moda, produto ou arquitetura (meros exemplos). No entanto, por vezes vejo fabulosos trabalhos nestes estilos que me dão vontade de experimentar.

Quando fotografa tem um propósito em mente ou deixa-se levar pelas oportunidades que surgem?

No meu caso aplicam-se os dois casos.
Nos últimos trabalhos que fiz tive necessidade de ter um tema, um conceito, um objectivo inicial.
Gosto de trabalhar sobre uma base, que pode ser um texto, uma frase, ou mesmo uma palavra ou ideia.
Mas também acontece dar-se a necessidade de fotografar. Sobretudo em situações em que estejamos mais sensíveis ao que nos rodeia e respetiva beleza (como viagens).

Que acontecimento recente mais o levou a desejar lá ter estado como fotografo e porquê?



No fim do ano decorreu em Berlim o encontro internacional anual de Taizé.
Já fui a alguns encontros e gostava de fazer uma reportagem fotográfica de um desses eventos.
Talvez este ano. Será em Roma :)

Dos trabalhos fotográficos realizados, qual foi para si o mais marcante e com qual mais se identifica?



Dei-lhe o nome "adeus casa", e foi sem dúvida o trabalho mais marcante para mim. Talvez por ter sido o mais intimista.

Que projectos na área da fotografia tem para o futuro?


"no atelier" é um projecto que tenho em mente e inclusive já comecei.

Retrata a vida de um artista, as rotinas, a sua relação com o espaço onde vive a maior parte do seu tempo.

Há outro em mente que será um trabalho em conjunto com um outro fotografo, e envolverá também desenho e/ou pintura numa relação direta com a fotografia.

Quais as perspectivas actuais e futuras, que tem, da fotografia em Portugal?

Sou pouco conhecedor ao ponto de dar um opinião credível! Mas as minhas perspetivas são positivas.
O digital e a internet vieram sem dúvida revolucionar tudo isto. 
Há imensa informação disponível. Blogs, sites, revistas, livros, foruns, encontros, etc... Os entendidos dizem que há muito "lixo fotográfico ou visual" mas eu acredito que o grosso tem qualidade.

Acho que há é demasiada preocupação e informação vocacionados para a técnica e poucos para a fotografia como conceito.

O passo que falta é a consciencialização de que a fotografia é uma palavra pequena para tantas tantas áreas que envolve.
Ainda se vêm pessoas a criticar os vencedores de prémios como Talento Fnac ou o Emergentes, quando esses "críticos" apenas fotografam "mulheres na praia ou em casas abandonadas". E não se trata de qual género é melhor! Para mim nesse nível não há melhor nem pior. São coisas diferentes que em comum têm apenas a palavra (e não mais que isso): Fotografia. Há espaço para todos! :)

Quais são os teus fotógrafos de referência?  


Acho que não vale a pena elogiar os "eternos consagrados"...!
Posso referir alguns nomes que aprecio dos mais variados estilos:
Marício Lima, Peter Kemp, Sabine Pigalle, Angela Mendes Ferreira, José Miguel Ferreira, Ana Pais, Maria Rita

e se me permitem, faço referência a uma que destaco aqui no fotogénicos:
os retratos da "blandisca".
não desfazendo dos outros, até porque não os conheço todos :)

Qual a sua opinião acerca do nosso site e na sua óptica que melhorias poderiam ser feitas?
 

Gosto bastante do site, mas não participo tanto como gostaria (vou tentar mudar isso). Não tenho nenhum reparo a fazer.
Penso que tem qualidade, membros interessantes, que nos permitem crescer nesta área, passatempos aliados a publicações e eventos de realçar, como foi a exposição "momentos fotogénicos".

Gosto bastante do novo blog, está atrativo e muito interessante!

Deixe o link do seu site ou blog.
www.pedroemanuelsantos.com


Poderá ver abaixo os trabalhos do Pedro que estão na Galeria do fotogenicos.net


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